Hermenêutica Bíblica · leia no seu ritmo ou apresente no Datashow
Hinos da Harpa: 408 · 147 · 135
Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;
a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus;
sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria,
dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz.
Ao estudar as Escrituras, deve-se levar em conta que não se pode entender o texto sagrado do seu próprio modo, seguindo fórmulas particulares (2Pe 1.20). A hermenêutica é a ciência que trata das regras que visam à interpretação das passagens bíblicas, buscando elucidar o seu real sentido e, assim, possibilitar a sua aplicação correta.
Normalmente, quando se trata de interpretar o texto de um documento importante, no qual se encontram pontos obscuros, deve-se esperar primariamente que este seja o seu próprio intérprete. Esgotada essa possibilidade, outras fontes poderão ser buscadas. Em relação à Bíblia, tal procedimento não somente é conveniente e possível, mas também absolutamente necessário e indispensável. Desta, derivam todas as outras regras.
De fato, a Bíblia é indiscutivelmente a melhor intérprete de si mesma. Esta é a primeira e fundamental regra da correta interpretação bíblica. A Escritura é, indiscutivelmente, o seu melhor comentário e interpretação.
Atos 8.30–35 · 2 Pedro 1.20
Para se interpretar a Bíblia, deve-se enxergar toda ela, a partir do seu contexto imediato, ou seja, partindo de todas as palavras em volta do texto, e depois verificar todas as outras passagens de referência. O intérprete precisa estar familiarizado com a Escritura e manter uma aplicação concentrada.
Quanto mais familiarizado estiver, mais facilmente encontrará os versículos e passagens correlatas que esclarecem outras passagens, “conferindo coisas espirituais com espirituais” (1Co 2.13). Isso equivale a usar a Bíblia de tal modo que ela venha a ser sua própria intérprete.
Sendo a Bíblia um livro divinamente inspirado, seu objetivo principal é fazer o homem “sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2Tm 3.15,16). Por isso, é plausível que a mensagem bíblica tenha sido expressa com simplicidade e clareza, para ser suficientemente entendida.
Todavia, como a Bíblia trata, no seu conjunto, de temas que abrangem o céu e a terra, o visível e o invisível, o material e o espiritual, o tempo e a eternidade, há passagens que só podem ser plenamente entendidas mediante um estudo cuidadoso e aplicado.
Procure outra parte da Bíblia que a esclareça (At 8.30–35; Is 53.7).
Há um significado correto para cada texto da Bíblia, uma única verdade possível, ao contrário da teoria liberal de que a interpretação depende de cada intérprete (Jo 17.17).
Na realidade, não existem múltiplas interpretações corretas de uma passagem bíblica, exceto no sentido de que existem, algumas vezes, vários aspectos do significado. Uma passagem pode ter variadas aplicações, mas só existe um único significado central.
A correta interpretação levará diferentes pessoas, de diferentes lugares e idades, a chegarem às mesmas conclusões sobre esse significado central, não ao contrário. Jesus enviou o Espírito Santo para nos guiar no entendimento correto da mesma Palavra que Ele inspirou (Jo 14.26; 1Jo 2.27).
“A Bíblia é sua principal intérprete.”
Sabendo que a Escritura deve ser explicada pela própria Escritura, algumas vantagens decorrem de se usar a Bíblia como intérprete de si mesma.
Tomando a comparação de preceitos com preceitos, de conceitos com conceitos, verificando atentamente as passagens correlatas expressas na Palavra, não só o intérprete adquire o verdadeiro sentido das palavras e textos determinados, mas também a certeza, quanto à fé e à moral, de todas as doutrinas bíblicas (Lc 24.27).
A revelação bíblica foi dada progressivamente, de maneira que algumas passagens apenas refletem um ensino parcial duma verdade (Is 28.10; Hb 1.1).
Portanto, deve-se ter sempre em mente que não se pode considerar de toda bíblica uma doutrina antes de resumir e encerrar tudo quanto a Escritura diz a respeito da mesma. Tampouco um dever é de todo bíblico se não abrange e reúne todos os ensinos, prescrições e reservas que determinam a Bíblia em relação ao mesmo.
É de suma importância observar a regra das regras (a Bíblia é sua própria intérprete), evitando incorrer em erros e até atrair sobre si a maldição que a própria Escritura Sagrada pronuncia contra quem adulterar a Palavra de Deus (2Co 4.2; 2Pe 3.16).
Além disso, quem busca interpretar a Bíblia sob a égide dessa regra fundamental terá mais possibilidade de descobrir o verdadeiro significado dos textos sagrados.
Quer seja para aplicar a verdade divina na sua própria vida, ou para pregar e ensinar a outros, o intérprete tem o dever de tomar os ensinamentos bíblicos na sua integridade e verdade, com o firme compromisso de jamais torcê-los ou ajustá-los à sua particular percepção ou necessidade.
Ao ser tentado no deserto, Jesus usou esta regra de interpretação da Escritura para refutar cada uma das investidas satânicas (Mt 4.1–11).
“Não se pronuncia sentença antes de haver ouvido as partes.”
Muitos, ao longo da história, ignorando ou violando esta regra simples e racional, têm buscado conferir aos seus funestos erros (heresias) o aparente apoio das Escrituras.
Os judeus encontraram aparente apoio nas Escrituras para rejeitarem a Cristo, ao se fixarem em passagens bíblicas isoladas e arrancadas de seu contexto (Jo 1.11; 7.27; 12.34). Eles também rejeitaram o Seu testemunho (Jo 3.32; 5.43).
Procedendo de modo semelhante, os católicos encontram aparente apoio para o erro do papado e da adoração a Maria, entre outras heresias; os espíritas acham apoio para a sua doutrina errônea da encarnação; os céticos, os incrédulos e os zombadores acham base para as contradições do saber (1Tm 6.20).
Todas as heresias têm pelo menos dois pontos em comum:
Porém, o maior erro é desconhecer que “a lei do Senhor é perfeita”, portanto, não tem contradição nem falsidade (Sl 19.7).
Se tão somente esses intérpretes tivessem tido o bom senso de permitir à Bíblia a condição de explicar-se a si mesma, teriam evitado os tão funestos erros resultantes de sua obediência a espíritos enganadores e a ensinamentos de demônios (1Tm 4.1).
Tais pessoas estão sujeitas a juízo, pois estão em franca desobediência ao Espírito Santo, o Inspirador das Escrituras. Os mesmos foram enganados por Satanás, o primeiro intérprete conhecido da Palavra de Deus, o qual deu um sentido que ela não tinha, falseando astutamente a verdade (Gn 3.1–6; Ap 22.18). Cuidado!
Leia a passagem no contexto, compare as referências relacionadas e observe o que a própria Escritura diz sobre o tema antes de definir a aplicação.
Central de Atendimento: (91) 3110-2400
Acesse: www.educacaocristacontinuada.com.br
Estudada em: ____ / ____ / ______
Hinos da Harpa: 408 · 147 · 135
Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;
a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus;
sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria,
dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz.
Sendo a Bíblia um livro divinamente inspirado, seu objetivo principal é fazer o homem “sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2Tm 3.15,16).
Por isso, é plausível que a mensagem bíblica tenha sido expressa com simplicidade e clareza, para ser suficientemente entendida.
Todavia, como a Bíblia trata, no seu conjunto, de temas que abrangem o céu e a terra, o visível e o invisível, o material e o espiritual, o tempo e a eternidade, há passagens que só podem ser plenamente entendidas mediante um estudo cuidadoso e aplicado.
Quando uma passagem da Bíblia parece difícil, deve-se procurar alguma outra parte da mesma que a esclareça (At 8.30–35; Is 53.7). Deve-se levar em conta o seguinte:
Há um significado correto para cada texto da Bíblia, uma única verdade possível, ao contrário da teoria liberal de que a interpretação depende de cada intérprete (Jo 17.17).
Na realidade, não existem múltiplas interpretações corretas de uma passagem bíblica, exceto no sentido de que existem, algumas vezes, vários aspectos do significado.
Uma passagem pode ter variadas aplicações, mas só existe um único significado central. A correta interpretação levará diferentes pessoas, de diferentes lugares e idades, a chegarem às mesmas conclusões sobre esse significado central, não ao contrário.
Jesus enviou o Espírito Santo para nos guiar no entendimento correto da mesma Palavra que Ele inspirou (Jo 14.26; 1Jo 2.27).
“A Bíblia é sua principal intérprete.”
É de suma importância observar a regra das regras (a Bíblia é sua própria intérprete), evitando incorrer em erros e até atrair sobre si a maldição que a própria Escritura Sagrada pronuncia contra quem adulterar a Palavra de Deus (2Co 4.2; 2Pe 3.16).
Além disso, quem busca interpretar a Bíblia sob a égide dessa regra fundamental terá mais possibilidade de descobrir o verdadeiro significado dos textos sagrados.
Quer seja para aplicar a verdade divina na sua própria vida, ou para pregar e ensinar a outros, o intérprete tem o dever de tomar os ensinamentos bíblicos na sua integridade e verdade, com o firme compromisso de jamais torcê-los ou ajustá-los à sua particular percepção ou necessidade.
Ao ser tentado no deserto, Jesus usou esta regra de interpretação da Escritura para refutar cada uma das investidas satânicas (Mt 4.1–11).
“Não se pronuncia sentença antes de haver ouvido as partes.”
Procedendo de modo semelhante, os católicos encontram aparente apoio para o erro do papado e da adoração a Maria, entre outras heresias; os espíritas acham apoio para a sua doutrina errônea da encarnação; os céticos, os incrédulos e os zombadores acham base para as contradições do saber (1Tm 6.20).
Todas as heresias têm pelo menos dois pontos em comum:
Porém, o maior erro é desconhecer que “a lei do Senhor é perfeita”, portanto, não tem contradição nem falsidade (Sl 19.7).
Se tão somente esses intérpretes tivessem tido o bom senso de permitir à Bíblia a condição de explicar-se a si mesma, teriam evitado os tão funestos erros resultantes de sua obediência a espíritos enganadores e a ensinamentos de demônios (1Tm 4.1).
Tais pessoas estão sujeitas a juízo, pois estão em franca desobediência ao Espírito Santo, o Inspirador das Escrituras. Os mesmos foram enganados por Satanás, o primeiro intérprete conhecido da Palavra de Deus, o qual deu um sentido que ela não tinha, falseando astutamente a verdade (Gn 3.1–6; Ap 22.18). Cuidado!
